Olá galerinha!
E quase um ano depois, eu retorno. Quem acompanhava meu blog, deve esta querendo me matar né? Visto que não posto mais nada.
Vamos a explicação: Não lembrava a senha e nem e-mail, e reguei udo com preguiça, desculpem!
Como o bom filho a casa torna, estou aqui, e vim mostrar que também escrevo contos. Espero que leiam, eu gosto muito dele, pois foi o primeiro texto que escrevi. Boa leitura, e podem puxar minha orelha, eu deixo.
Boa leitura!
Minha Perspectiva
‘’ Como é difícil viver, como tudo é
torto, torturado... ’'
Com essa frase inicial, perturbo meus
pensamentos sobre a vida, inicio minha jornada em busca de algo que ainda não
sei o que é, mas a qualquer momento me fará sentido.
Desde que nascemos, somos obrigados a crescer, e tudo se inicia pelo
caminhar. Se me perguntassem, garanto que preferiria a paz do colo da minha
protetora ao invés de aprender os primeiros passos, mas nesse mundo,
tudo contradiz, e o que quero nem sempre é o que preciso - pura ironia da vida.
Mesmo sendo contra, caminhei na direção
de um lugar que minha protetora ensinou a chamar de futuro, não sabia o que era
aquilo, mas ela garantiu que é onde minha vida não iria ser sempre dessa mesma
forma, que eu mudaria. Consegui descobri por minha conta, que o aprendizado
inicial da vida começa quando aprendemos a dar o primeiro passo, chamarei aqui
de caminhar infanto, e com ele - em minha perspectiva- descobri o que era dor.
Pelo menos, achei que era o que eu descobrira. Eu sofria para caminhar, e em
muitas vezes, tropecei e caí, meu corpo se tornara inúmeros arranhões. Isso
doía.
Fui obrigada a conviver com este meu
conceito de dor, que perseguia-me, acompanhava-me, guiava a minha vida. Ralei
joelhos, caí de árvores, apanhei da minha protetora, esse era o meu conceito de
dor, a minha perspectiva, e aprendi mais tarde –também da minha forma- o que
era sofrer, e não tinha nada a ver com tirar meu doce predileto.
Cresci, e deixei a minha caminhada
infanto, mas ainda seguia rumo ao tal futuro. Passei a reviver e aprender em
minha mente tudo que havia aprendido, por que tudo havia mudado? Por qual motivo
eu mudara meu modo de pensar? E por que meu conceito de dor estava errado?Eu
havia deixado meu infanto sumir, desaparecer, evaporar, e nada fiz para isso
não acontecer, apenas continuava a viver a vida como os dias necessitavam. Não
existia nenhuma ingenuidade em mim, não existia mais aquela criança, e assim,
abrir meus olhos e reconheci as pessoas ao meu redor.
Elas são amargas, rudes, grosseiras e
tristes, e mesmo assim ainda conseguem demonstrar doçura, inteligência,
delicadeza e alegria. Eu já não reconhecia-me porque eu vivia dessa mesma
forma. O que sentia por dentro, não era o que eu demonstrava, eu havia me perdido.
Era esse o futuro que aprendi em meu caminhar infanto? Era essa mudança que
minha protetora dizia que haveria em meu ser? Confesso, não gostei nada desse
tal futuro, meu eu havia se transformado, e o pior, não sabia em quê.
Conseguia chorar de dor, e juro que cai de
árvores, ralar joelhos e roubar meu doce, não chegava nem perto do que eu
estava sentindo. Nada fazia sentido, nada era como eu imaginava, como eu havia
aprendido. Cadê a minha dor de criança? Onde estava escondida? Realmente o
futuro era mudança, mas detestei. Compreendi que nascemos cegos, nunca vemos
beleza no que possuímos. O que era belo ontem, hoje não é. Ontem, eu era
criança, hoje eu cresci. Ontem eu não compreendia nada, e hoje? Hoje...
Continuo sem compreender.
Somos o retrato que pintamos ao
decorrer da vida, um retrato em que você olha e nada vê de mágico, a não ser um
rosto a mais na sociedade. Perdi a minha infância com o tempo, e não restou
nada vivo dela, nem mesmo a minha protetora, que também sofreu a metamorfose do
futuro, pois já não me ninava não me beijava não me abraçava.
Hoje é vida, um grande começo. Amanhã é
morte, o inesperado fim.