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sábado, 2 de maio de 2015

Não sei meu lado certo

Olá meu povo. Tudo bem com vocês?
Aqui estou, novamente, mais uma vez, de novo, e espero que seja por longos períodos né não? Eis a primeira postagem do ano de 2015 \õ/
Minha felicidade é enorme, porque mesmo assim, percebo que ainda visitam esse espaço, que como sempre afirmei, é nosso. Então agradeço a todos vocês.
Minha vida deu uma virada de 180º, e estou orgulhosa disso. Por isso a falta de tempo, mas vamos ver se consigo administrar isso.
AAAAAAAA, GOSTARAM DA CARA NOVA DO BLOG????! Espero que sim, pois foi para vocês.
Sem mais lengalenga, vamos ao conto. Gente, este conto é um tanto depressivo, como disse uma amiga minha. E é bem pessoal, tirem suas próprias conclusões.
Boa leitura!! E até a próxima!

Avesso


Sofro mas não demonstro, e isso afetou meu comportamento com as pessoas de maneira que não percebi. Quando notei, já havia me afastado de todos. Já havia mudado meu comportamento, transformei-me em outro ser, um que eu não gosto de conviver. Não quero isso. Não quero me afastar do mundo. Odeio meu novo reflexo no espelho.

A solidão hoje é como se fosse uma amiga de infância, conheço-a muito bem e a quero por perto, independente da ausência de alguns outros sentimentos. Não me importo. A solidão, e somente ela, basta-me.

A verdade é que hoje eu resolvi sentir. Hoje tirei o dia para sofrer por você, e consequentemente por mim também. Precisava disso. Olhei nossas fotos, nossas declarações e chorei, me desesperei. Fechei os olhos por minutos, apenas para relembrar seu sorriso quando estava ao meu lado, e notei que o meu sorriso apareceu. Eu precisava disso, talvez ainda precise chorar bem mais do que chorei, ainda precise sofrer mais do que sofri, e relembrar bem mais do que minha memória suportou, mas isso é algo que talvez eu aprenda com o tempo, ou não.

Reli cada parágrafo onde você prometia fidelidade, amor, carinho, proteção e amizade, e hoje me pergunto onde foram parar essas promessas. O porquê tudo veio ao fim de maneira tão inesperada.

Éramos felizes, gostávamos da companhia um do outro, você me fazia rir, ríamos juntos. E hoje sinto raiva por sentir saudades de você. Amo te culpar, amo dizer que esse sofrimento é culpa sua, mas talvez eu deva assumir a culpa também né? Afinal de contas, éramos um casal.

Odeio dizer isto no passado.

Sinto saudades de você, da forma como me acalmava, que me tirava do sério, que bagunçava ou ria do meu cabelo. Droga! Ainda te amo, e culpo-me por isso. Não quero mais te amar. Não quero mais você.

Eu preciso da minha vida, por favor, devolva e vá embora. Antes que eu te convide para ficar, sentar e pisar no meu coração novamente.


Desculpe-me o dono da frase, mas o meu avesso nunca será meu lado certo. E você nunca mais fará parte da minha vida, mesmo que eu sinta sua falta, mesmo que eu precise do seu abraço, mesmo que eu necessite do seu carinho, mesmo que eu implore internamente a sua presença, mesmo que eu precise de você, você nunca mais fará parte da minha vida. 

Porque o amor pode superar tudo, mas eu não me chamo amor.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Último capítulo de ''A escolha''


            No capítulo anterior: ‘’ Janet percebeu que Beyle havia acordado e começou a chorar. Ela gritava pedindo perdão, por nunca ter contado, enquanto Beyle só chorava. Beyle apertou o botão da sercretaria e quem apareceu foi o médico, que a abraçou assim que a viu. Beyle estava tão desorientada que nem se deu conta de que era seu amigo, e apenas pediu para que seus pais fossem embora. Queria ficar sozinha.’’

            No último capítulo:
            Beyle, depois de horas parou de chorar, e só depois percebeu que aquele era seu amigo, e pediu um abraço. O amigo a abraçou tão carinhosamente que ela sentiu vontade de beijá-lo, e beijou. O beijo foi tão intenso, que o amigo pediu-a em casamento. Beyle estava desnorteada, ainda nem conseguia compreender o motivo pelo qual estava alí, seus pais não eram seus pais, Ralph não estava alí e agora mais essa, o seu amigo a pedindo em casamento. Ela desmaiou.
             Ao acordar estava em casa, rodeada por flores, imaginou ser de Ralph, mas não era, era do seu amigo, e abraçou um buquê. Deitou, e as lágrimas começaram a vagar pelo seu rosto, e a porta do seu quarto se abriu, era seu pai. Magoada, ela não queria falar com ninguém, pediu para o pai sair, ele obedeceu. Quando tentou dormir novamente, a porta abriu, mas agora era Ralph, com um buquê de rosas em mãos. Sentou na cama e a abraçou.
            Beyle imaginou que o abraço era por conta de sua longa estadia no hospital, mas não era, Ralph chorava desesperadamente em seus braços, e entre soluços gritava que não a merecia. Beyle, cheia de problemas, ficou ainda mais confusa.
            Ralph tentou se acalmar, pois precisava contar a verdade, a sua verdade a Beyle, mas antes, terminou todo o romance. Imaginou que Beyle iria ficar chateada, mas não, ela também pensara o mesmo, pois não adiantava levar um romance em frente sem amor.
            Um pouco aliviado, mas chateado pela atitude de Beyle, Ralph pegou em sua mão e contou sua história. Quando tinha 17 anos, Ralph foi parar nas ruas, pois sua mãe adotiva o jogara lá, por motivos que até hoje ele desconhece. Sem ter oque fazer e comer, Ralph passou a roubar supermercados para sobreviver. E acabou conhecendo um homem que lhe estendeu a mão e o acolheu. O problema é que esse homem era um cafetão gay, que obrigava Ralph a fazer sexo com ele e com os clientes de seu bordel, tudo por dinheiro. Ralph foi tomando gosto pela coisa, e cobrava o dobro do que o cafetão pedia, e guardava sua outra metade ‘’roubada’’ e ainda o que o cafetão lhe pagava. E foi assim que ele conseguiu sua riqueza.
            Beyle ficou assustada, jamais podia imaginar que Ralph tivesse sofrido dessa forma, e ainda ter gostado. Não sabia o que pensar, só que Ralph não havia acabado ainda, ele afirmou que ainda está com o cafetão e que mantinha um caso com os dois, e que seu livro ‘’Amarguras’’ conta a sua história. Beyle desmaiou.
            Henrique estava preocupado, apesar de não amar Beyle, ele estava preocupado, pois sabia que Beyle o amava muito. Janet não se importava, queria que Beyle fosse embora, pois ela estava sendo ingrata. Foi até o quarto de Beyle, e percebeu que ela não estava lá. Em cima da sua cama tinha um bilhete escrito: ‘’OBRIGADA PELOS CUIDADOS, MAS A MINHA ESCOLHA É PELOS QUE ME AMAM. FUI SER FELIZ E NÃO VOLTO NUNCA MAIS. AINDA AMO VOCÊS.’’
            Janet não conseguia esconder a alegria, e foi correndo mostrar o bilhete a Henrique. Henrique se desesperou, começou a chorar, passou mal e desmaiou. A caminho do hospital, ele sonhou com Beyle, em uma casa branca cercada por flores, ao longe via a mão de uma criança estendida o chamando, ele segurou na mão e foi. Seus batimentos caíram e ele morreu.
            No enterro, Beyle não apareceu, Janet não apareceu, ninguém apareceu. Só estava presente o padre e meia dúzia de prostitutas. Morreu sem ninguém.
            Beyle não sentia remorso algum, depois de ficar horrorizada pela história de seu noivo que a traía descaradamente, ela aceitou o pedido de casamento de seu amigo. Os dois casaram e te viveram uma linda criança, que ela chamou de Raphaele.
            Passado dois anos, Beyle caminhava alegremente com sua filha e seu marido, e avistou uma mulher parecida com a mulher que se dizia sua mãe na rua, ao passar perto dela, a mulher lhe entregou um bilhete, ela abriu e estava escrito: ‘’ÓTIMA ESCOLHA QUERIDA, SER FELIZ DE VERDADE É O MELHOR CAMINHO’’.

            Fim...

Acompanhe o 1º capítulo aqui à 1º capítulo de ''A escolha''

Acompanhe o 2º capítulo aqui à 2º capítulo de ''A escolha''

Acompanhe o 3º capítulo aqui à 3º capítulo de ''A escolha''