Olá meu povo. Tudo bem com vocês?
Aqui estou, novamente, mais uma vez, de novo, e espero que seja por longos períodos né não? Eis a primeira postagem do ano de 2015 \õ/
Minha felicidade é enorme, porque mesmo assim, percebo que ainda visitam esse espaço, que como sempre afirmei, é nosso. Então agradeço a todos vocês.
Minha vida deu uma virada de 180º, e estou orgulhosa disso. Por isso a falta de tempo, mas vamos ver se consigo administrar isso.
AAAAAAAA, GOSTARAM DA CARA NOVA DO BLOG????! Espero que sim, pois foi para vocês.
Sem mais lengalenga, vamos ao conto. Gente, este conto é um tanto depressivo, como disse uma amiga minha. E é bem pessoal, tirem suas próprias conclusões.
Boa leitura!! E até a próxima!
Avesso
Sofro
mas não demonstro, e isso afetou meu comportamento com as pessoas de maneira
que não percebi. Quando notei, já havia me afastado de todos. Já havia mudado
meu comportamento, transformei-me em outro ser, um que eu não gosto de
conviver. Não quero isso. Não quero me afastar do mundo. Odeio meu novo reflexo
no espelho.
A
solidão hoje é como se fosse uma amiga de infância, conheço-a muito bem e a
quero por perto, independente da ausência de alguns outros sentimentos. Não me
importo. A solidão, e somente ela, basta-me.
A
verdade é que hoje eu resolvi sentir. Hoje tirei o dia para sofrer por você, e
consequentemente por mim também. Precisava disso. Olhei nossas fotos, nossas
declarações e chorei, me desesperei. Fechei os olhos por minutos, apenas para
relembrar seu sorriso quando estava ao meu lado, e notei que o meu sorriso
apareceu. Eu precisava disso, talvez ainda precise chorar bem mais do que
chorei, ainda precise sofrer mais do que sofri, e relembrar bem mais do que
minha memória suportou, mas isso é algo que talvez eu aprenda com o tempo, ou
não.
Reli
cada parágrafo onde você prometia fidelidade, amor, carinho, proteção e
amizade, e hoje me pergunto onde foram parar essas promessas. O porquê tudo
veio ao fim de maneira tão inesperada.
Éramos
felizes, gostávamos da companhia um do outro, você me fazia rir, ríamos juntos.
E hoje sinto raiva por sentir saudades de você. Amo te culpar, amo dizer que
esse sofrimento é culpa sua, mas talvez eu deva assumir a culpa também né?
Afinal de contas, éramos um casal.
Odeio
dizer isto no passado.
Sinto
saudades de você, da forma como me acalmava, que me tirava do sério, que
bagunçava ou ria do meu cabelo. Droga! Ainda te amo, e culpo-me por isso. Não
quero mais te amar. Não quero mais você.
Eu
preciso da minha vida, por favor, devolva e vá embora. Antes que eu te convide
para ficar, sentar e pisar no meu coração novamente.
Desculpe-me o dono da frase, mas o meu avesso nunca será meu lado certo. E você
nunca mais fará parte da minha vida, mesmo que eu sinta sua falta, mesmo que eu
precise do seu abraço, mesmo que eu necessite do seu carinho, mesmo que eu
implore internamente a sua presença, mesmo que eu precise de você, você nunca
mais fará parte da minha vida.
Porque o amor pode superar tudo, mas eu não me
chamo amor.

