sábado, 6 de junho de 2015

Toda forma de amor é válida

Oiii gentee! Tudo bem com vocês :)
Estamos nos aproximando do dia dos namorados, uma época onde o romance paira no ar, ou pelo menos deveria. É época de presentes, e para quem possui Facebook é uma época de declarações.
Bem, recentemente gerou-se uma polêmica por conta de uma propaganda da Boticário, onde eles mostram casais homossexuais.
Galera, estamos vivendo no século XXI e ainda existe repressão a esses amores? O que está acontecendo com as pessoas ? O amor é o sentimento mais lindo e verdadeiro quando ocorre, por qual motivo vocês (as pessoas que julgam) desprezam essa união?
De qualquer forma, sou a favor, e engana-se quem acredita na ideia de quem só apoia quem é homossexual. Sou hétero, e isso não me impede de aplaudir, achar lindo, e parabenizar esses casais, pois eles merecem felicidades, tanto quanto vocês (homem e mulher).
Toda forma de amor é válida! Só precisa haver amor, e pronto.


O meu amar



sou socialmente julgado
sou socialmente visto como mau exemplo
sou socialmente injustiçado
apenas por amar

enquanto a natureza sofre por poluição
enquanto nossos irmãos passam fome e frio
enquanto o nosso Brasil vai de mal a pior
todos se preocupam com quem levo pra cama
com quem beijo na rua
com quem troco carícias entre quatro paredes

enquanto o meu amar
for a preocupação do universo
nunca viveremos em paz

mas
enquanto vocês se preocupam com meu armário
 julgam a minha forma de amar
tentam crucificar-me pela minha escolha
continuo por aí, amando e vivendo

enquanto
eu
amo
vocês assistem-me contrariados
de camarote
vendo-me gozar a vida
vendo-me arreganhar o armário
arrancando a porta e sendo feliz

eu
no lugar de vocês
inalaria o perfume da liberdade
o perfume do compromisso
ao invés de odiar-me
rendam-se ao amor
pois
não há nada mais humano

que amar.



sábado, 23 de maio de 2015

E quem disse que não te amo?

Boa noite galerinha! Quem tava me esperando AÊÊÊÊ???
Hoje temos mais um conto, vamos falar de amor \õ/ \õ/ \õ/
Sabe aquelas declarações tão bestas que todo mundo compreende, mas o alvo não? Você faz de tudo pela pessoa e ela não percebe. Já vi romances darem certos assim, mas é cansativo demais.
Bora ler o que escrevi?
Boa leitura e ao apaixonar-se sejam diretos, um não vem de todas as formas, mas sofrer logo no início é melhor do que esperar mais a frente.
Boa leitura! Até a próxima :)

Sobre a arte de não saber amar



Ajeitando o que podia na minha vida, e o que eu conseguia, comecei a organizar meu guarda-roupa e lembrei-me de você. Você surge dessa forma mesmo, em horas inoportunas, inapropriadas e sempre em bagunças, tudo para comparar com a droga da minha vida. Nessas arrumações lembrei que me declarei milhares de vezes a você, e você não notou, talvez porque minha forma de demonstração seja mais bagunçada que a minha vida.

Lembra quando eu ri daquela sua piada idiota e imbecil, que não teve graça nenhuma, ou daquela piada de mau gosto que você fazia sobre mim. Lembra-se disso? Eu deixei você me zoar porque você achava graça naquilo, e se te faz feliz deveria fazer-me também. E até hoje continuo rindo de todas suas piadas. Aquilo foi minha primeira declaração.

Tá lembrado quando eu tratei todo mundo mal, e fui super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, tudo bem que bastante silenciosa, mas foi. E naquele dia que eu aguentei todas as suas grosserias porque você, estúpido como é, teve um dia considerado difícil, provavelmente deve ter perdido no futebol ou deletado os contatos das amigas no celular. Nesse mesmo dia, deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Eis mais uma das minhas declarações.

Eu cheguei a te fazer sorrir quando você chorava por outra pessoa. Eu te fiz sorrir quando você tirou uma nota ruim. Eu te fiz sorrir quando você queria chorar. Eu te fiz sorrir quando você acordou de um pesadelo ruim. Eu te fiz sorrir até mesmo quando você já estava sorrindo. Eu te fiz sorrir quando você não queria nem olhar na minha cara. Mas eu estava lá, te fazendo sorrir. E ser palhaço do seu circo, foi uma declaração.

Eu defendi e defendo você do mundo inteiro, mesmo você estando completamente errado, e isso acontece sempre, porque você não passa de um idiota. Eu já deixei de ficar irritada só porque você estava precisando de mim, precisando que eu fizesse você sorrir. Eu deixei os outros de lado, para dar 99% da minha atenção a você, porque você não merece meus 100%. E nesse 1% que sobra, tem minhas declarações por você.

Eu te amei no dia em que eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Eu aprendi a escutar o que você escuta. A gostar do que você gosta. A odiar o que você não suporta. Eu me declarei pra você milhares de vezes, e você não notou, como você é estúpido. Só você não viu que eu já te amava, antes mesmo de te amar.

E se por conta disso, eu for tratada como infantil ou louca, podem me internar ou então me deixem retornar ao ventre da minha mãe. Porque lá tem reciprocidade, seja ela de amor, loucura ou infantilidade. Eu não ligo, só ligaria se fosse por você.

A propósito, não arrumei meu guarda-roupa, e essa é mais uma parte de mim, que fica totalmente bagunçada. E por pior ou mais engraçado que seja você bagunçou meu guarda-roupa e também não notou. Grande estúpido você é.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Não sou obrigada

Oi gente! Tudo bem com vocês?
Hoje trouxe um poema um tanto polêmico, pois envolve política. Digamos que não é muito objetivo para discussão, pelo contrário, é uma visão minha acerca da exaltação que as pessoas fazem com nossos amados políticos. Antes de mais nada, temos que compreender que os políticos trabalham para nós, e não precisamos exaltá-los, e sim cobrá-los, pois eles nos representam. Concordam?
Se sim, deem uma lida no poema abaixo e comentem :) Se não concordam, leiam também para verem meu ponto de vista. Lembrem-se que a leitura abre e expande mentes.
Cuidem-se, até a próxima.

Leiam sem moderação!!


Obrigatoriedade zero



me crucifiquem
podem me crucificar

não nasci pra venerar homem
muito menos os que me roubam
aliás, nenhum deles

não nasci para estender tapete vermelho
para aqueles que me representam no brasil
e que por sinal
representam-me tão mal
sim, brasil minúsculo
porque eles transformaram em um

não nasci pra venerar
eles são meus empregados
e, diga-se de passagem, trabalham muito mal

não nasci para beijar o chão onde eles pisam
eles são humanos desumanos
todos sim
apontem-me aquele não é
nem você o é

deixo aqui bem claro
que não sou obrigada a venerá-los
e abra os olhos
você também não é

a mídia impõe, você me impõe
a sociedade toda pacífica impõe
e volto a repetir
quem manda em mim sou eu
e não sou obrigada
a propósito

você também não é.

sábado, 2 de maio de 2015

Não sei meu lado certo

Olá meu povo. Tudo bem com vocês?
Aqui estou, novamente, mais uma vez, de novo, e espero que seja por longos períodos né não? Eis a primeira postagem do ano de 2015 \õ/
Minha felicidade é enorme, porque mesmo assim, percebo que ainda visitam esse espaço, que como sempre afirmei, é nosso. Então agradeço a todos vocês.
Minha vida deu uma virada de 180º, e estou orgulhosa disso. Por isso a falta de tempo, mas vamos ver se consigo administrar isso.
AAAAAAAA, GOSTARAM DA CARA NOVA DO BLOG????! Espero que sim, pois foi para vocês.
Sem mais lengalenga, vamos ao conto. Gente, este conto é um tanto depressivo, como disse uma amiga minha. E é bem pessoal, tirem suas próprias conclusões.
Boa leitura!! E até a próxima!

Avesso


Sofro mas não demonstro, e isso afetou meu comportamento com as pessoas de maneira que não percebi. Quando notei, já havia me afastado de todos. Já havia mudado meu comportamento, transformei-me em outro ser, um que eu não gosto de conviver. Não quero isso. Não quero me afastar do mundo. Odeio meu novo reflexo no espelho.

A solidão hoje é como se fosse uma amiga de infância, conheço-a muito bem e a quero por perto, independente da ausência de alguns outros sentimentos. Não me importo. A solidão, e somente ela, basta-me.

A verdade é que hoje eu resolvi sentir. Hoje tirei o dia para sofrer por você, e consequentemente por mim também. Precisava disso. Olhei nossas fotos, nossas declarações e chorei, me desesperei. Fechei os olhos por minutos, apenas para relembrar seu sorriso quando estava ao meu lado, e notei que o meu sorriso apareceu. Eu precisava disso, talvez ainda precise chorar bem mais do que chorei, ainda precise sofrer mais do que sofri, e relembrar bem mais do que minha memória suportou, mas isso é algo que talvez eu aprenda com o tempo, ou não.

Reli cada parágrafo onde você prometia fidelidade, amor, carinho, proteção e amizade, e hoje me pergunto onde foram parar essas promessas. O porquê tudo veio ao fim de maneira tão inesperada.

Éramos felizes, gostávamos da companhia um do outro, você me fazia rir, ríamos juntos. E hoje sinto raiva por sentir saudades de você. Amo te culpar, amo dizer que esse sofrimento é culpa sua, mas talvez eu deva assumir a culpa também né? Afinal de contas, éramos um casal.

Odeio dizer isto no passado.

Sinto saudades de você, da forma como me acalmava, que me tirava do sério, que bagunçava ou ria do meu cabelo. Droga! Ainda te amo, e culpo-me por isso. Não quero mais te amar. Não quero mais você.

Eu preciso da minha vida, por favor, devolva e vá embora. Antes que eu te convide para ficar, sentar e pisar no meu coração novamente.


Desculpe-me o dono da frase, mas o meu avesso nunca será meu lado certo. E você nunca mais fará parte da minha vida, mesmo que eu sinta sua falta, mesmo que eu precise do seu abraço, mesmo que eu necessite do seu carinho, mesmo que eu implore internamente a sua presença, mesmo que eu precise de você, você nunca mais fará parte da minha vida. 

Porque o amor pode superar tudo, mas eu não me chamo amor.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Proibido amar demais

      O que é mais chocante? Eu publicar no blog, ou o título desta postagem?????
      Tá, sei que vão dizer que é o título, já que eu postar no blog acaba sendo milagre, que feio isso né? Peço desculpas, mas minha vida de gente grande tá ficando complicada, e não estou conseguindo dividir o tempo :(
      Então pessoal, hoje estou aqui para postar um poema básico que fiz no estágio. Estranho não? É um poema que se entrega de cara, principalmente pelo título, fala da entrega que somos capazes de fazer em busca de agradar ao outro e depois tomamos naquele lugar bem bonito (desculpem o palavreado).  Se deliciem, e não me esqueçam tá? 
Continuem por aqui no blog, logo logo terá mais postagens. Será ?!

Boa leitura seus lindos!!!!

Lamentações


Eu que sempre corri atrás
que fantasiei vivências contigo
que mimava você todos os dias

eu que sempre puxei a cadeira pra você sentar
abria a porta das lojas pra você não se cansar
e segurava em sua mão para passear

eu que sempre te dei presentes
que elogiava teu cabelo caído no ombro
que acariciava seu rosto assim que te via

eu que sempre falei te amo
que ligava de madrugada pra ouvir sua voz
que fazia palhaçadas só pra te ver sorrir

eu que sempre estive presente
que sempre estive ao seu lado
que sempre te dei a mão
hoje sou a droga de uma lembrança

mas,
confesso que com o passar dos dias
gosto de ser teu passado
para não ficar sempre ao teus pés
e aprender a me amar
sem mendigar sua atenção 

e eu que sempre jurei me amar
virei um grande escravo teu...

sábado, 16 de agosto de 2014

Bukowski

Oi galerinha!!! Como estão?!
Foi quase que aprovada a postagem duas vezes por semana, então retornei agora porque estava separando o que ia postar no blog, então pelo menos duas vezes vocês terão coisa nova aqui. Combinado?
Agora vamos ao que interessa... Gostaram do título dessa postagem? Ela é uma das novidades. Obtive algumas sugestões para o blog, e essa é uma delas, onde irei postar um poema que eu goste de autores conhecidos, e Charles Bukowski é um deles. Esse cara é genial. Conhecido como o velho safado, ele escreve de uma forma que não se vê hoje, é simplesmente um gênio.
E o poema é Pássaro azul. Espero que gostem e apreciem como eu apreciei. Até a próxima = )

Pássaro azul

Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?

sábado, 2 de agosto de 2014

A sumida

Olá meus amores, ainda me amam? rsrs'
Então, aqui estou de novo, depois de um longo tempo afastada de vocês. 
Motivos? Desmotivação e preguiça mesmo. Mas decidi fazer algo diferente.
Deixarei uma postagem aqui pelo menos duas vezes na semana, assim mantenho vocês me amando e não atrapalho minha vida na school, o que acham? Deixem suas opiniões :), não quero deixá-los sem postagens e nem perder o pouco de carinho que ainda resta de vocês rs :) 
Agora, que tal um poema para alegrar a noite? Esse é um dos escritos que mais gosto. Espero que gostem! 
Beijos amores. Até a próxima!!!

Adormecido

hoje eu pensei em você
não deveria ter feito isso
mas não evitei

sentei na varanda
e em cada pedaço de vida
existia a nossa

sorri para uma criança
porque ela tinha seu sorriso bobo
aquele que você dava quando me via chegar

hoje eu pensei em você
e doeu...
doeu de uma forma
que eu não conseguia suportar

e gritei em lágrimas
jorrando todo o amor
que eu pensei que não existia mais
e que estava ali, escondido.

hoje pensei em você
e esse amor acordou
tratei de levantar da cama
na esperança de impedir

que esse amor tenha sonhos.

sábado, 31 de maio de 2014

Passado fazendo falta

Boa noite galerinha!
Estou de volta com os poeminhas, mas percebi que gostaram das cartas, então em breve postarei outras. Aguardem!
Mas vamos ao que me trouxe até aqui... Hoje escrevi um poema que gostaria de compartilhar com vocês, e sei que, infelizmente, não foge muito da nossa realidade. Quem nunca ouviu alguém dizer que no começo tudo são flores? Acho que todo mundo,e  foi pensando nessa saudade de início de  namoro que surgiu o poema Negativo. Espero que gostem ou odeiem rs' ;)
Boa leitura ♥

Negativo

olho para trás
e sinto falta de como éramos

sinto saudade de como você agia
de como me amava
da forma árdua com que me procurava
só para lembrar
que eu era sua vida

sinto falta dos torpedos carinhosos
que eram mais de dez por dia
e hoje
resumem-se a zero em quantidade e dedicação

sinto saudades dos beijos de tirar o fôlego
de quando você me ligava
porque sentia a minha ausência
e hoje
só me liga para avisar do futebol
- isso quando ainda liga

sinto falta de ser sua prioridade
e não sua última opção.

Adeus

Olá meus amores, como vão?
Devido aos pedidos para que Eleonora responda a carta de Miguel, estarei publicando e espero que gostem. Eleonora ficou triste com o que Miguel fez, ela não suporta desconfianças e por esse motivo demorou a responder a carta dele, a mágoa a feriu bastante.
Confiram a resposta de Eleonora, mas antes, me respondam, o que vocês fariam no lugar de Miguel? E no lugar de Eleonora?

Para Miguel




      Olá!
      Ainda não sei a forma que irei iniciar esta carta, tive que reler muitas vezes para ter que te responder e ainda assim estou com o coração doendo em ter que falar com você, mesmo que seja através deste pedaço de papel.
      Fiquei muito feliz em saber que ficou a noite toda pensando em mim, mesmo que tenha sido pelos motivos errados, mas ainda assim admito que gostei.
      Talvez te amar, me fez ficar burra e cega, e essa não é a melhor combinação existente para explicar o amor, mas foi a única que você me fez passar.
      Não sei se vale a pena dizer que te perdoo e continuar com essa dor que dilacera meu coração cada vez que relembro daquela noite, das suas desconfianças, da briga. Choro só de lembrar, a propósito, essa lágrima manchando o papel é a prova de que você não está cumprindo o seu papel de me amar. Você não está me fazendo bem. Você deveria me fazer chorar de tanto rir, de contar piadas, de alegria, mas não, você preferiu me fazer chorar de dor. E isso, me desculpe, eu não perdoo. Você havia me prometido Miguel... Você prometeu que não iria me machucar, que iria me fazer feliz e não é o que você está fazendo. E eu sinto muito, e mais ainda por você.  Eu não quero te ver nunca mais na minha frente, em pensar que eu estava disposta a aceitar seu pedido de casamento, a te dizer um sim, o meu sim... Me arrependo só em pensar nessa hipótese.
      Sim Miguel, você está completamente certo, você agiu como um animal, eu mereço muito mais do que as suas desculpas, e sinceramente, mereço muito mais do que ter você como namorado.
      Miguel, infelizmente eu ainda te amo, e talvez essa seja a minha maior burrice, mas você não acreditou em mim, e o que mais doeu e ainda dói foi você ter acreditado na Bruna, e não em mim. Isso magoou ainda mais do que a sua desconfiança, e mais uma vez eu não te perdoo.
      Claro que se eu for calcular a quantidade de vezes que você me fez feliz, eu perderia as contas, foram muitas. Lembra quando nos conhecemos? Você derramou água nos meus desenhos de coração para o dia dos namorados, lembra disso? Eu fiquei super irritada, mas quando te olhei, aqueles corações não importavam mais, pois o meu eu já havia te entregado naquele exato momento. Pois então Miguel, hoje acontece o contrário... Hoje eu que jogo água no seu coração e pego de volta o meu, para que você não mais o machuque.
      Enfim... é o fim. É o nosso fim.
      Adeus.

Ps.: Não aguardo nem resposta e nem notícias suas. Suma da minha vida.


Eleonora

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Perdão

Olá meus amores. Tudo bem com vocês?
Hoje trago uma novidade pra gente. 
Vocês sabem que ultimamente nada se cria, tudo se copia né? Então...
Hoje falei com um amigo sobre cartas, e isso me deu uma ideia genial. E é justamente o que trago pra vocês. 
Quem não gosta de receber aquelas cartinhas de amor, hein? Quem não gosta de mandar cartas pro namorado? Apesar de tudo hoje ser sms, whatsapp e Facebook, procurem regressar no tempo e amar alguém assim.
Postarei hoje uma que se chama ''Carta para Eleonora'', espero que gostem e que retornem a época do romantismo.
Beijos, e boa leitura :)

Carta para Eleonora





      Oi querida.
      Não, oi amor.
      Melhor, Oi Eleonora.
      Tudo bem?
      Estou a escrever esta carta em prantos, as lágrimas estão fazendo com que eu manche cada letra aqui escrita, e eu não consigo controlar.
      Querida, passei a noite toda pensando em você. Lembrando das suas lágrimas, da sua tristeza, do mal que te fiz, e não consegui dormir. Detesto te machucar, mas só agora percebi o quanto errei, e sinto-me muito envergonhado por ter te feito chorar.
      Estou meio sem jeito de te mandar esta carta, visto que te magoei muito ontem. Meu intuito é te pedir perdão, mas entenderei se isso não acontecer, eu agi muito mal, não esperei você falar, não deixei você se explicar. Eu agi como um animal. Mil desculpas.
      Sei que merece mais do que isso, mas não sei o que dizer e nem como me desculpar.
      Você estava certa, quando perdemos quem amamos, quando magoamos uma pessoa, um vazio incendeia tudo e é exatamente o que está acontecendo agora. Eu devia ter confiado em você, e te escutar, mas a raiva tomou conta de mim naquele momento.
      Eleonora, eu amo você, mas só agora conheci a verdade. A Bruna, sua amiga, me contou. Peço mil perdões. Eu queria acreditar em você, mas a situação não estava favorável.
Espero que me perdoe e possa me contar o que você queria me dizer antes do momento de eu ter mandado aquele cara para o hospital. Eu juro, eu não sabia que ele era seu irmão. Eu não sabia.
      Querida, eu te amo, e espero que me perdoe.
      Aguardando sua resposta.


                                                      Com amor, seu namorado Miguel.

sábado, 17 de maio de 2014

13 de maio

     Boa noite gente!
     Não vou pedir desculpas por não está vindo postar frequentemente porque se não vai virar clichê demais, e nem vou prometer voltar todos os dias para publicar porque nunca cumpro, mas farei o possível para postar um pouquinho do meu olhar ;)
     Vamos ao que interessa!
     Gente, esse poema surgiu na mesma data a quem ele é destinado, 13 de maio, o dia da abolição da escravatura, sou suspeita de falar do que escrevo, mas eu gostei dele porque escrevi tão rápido rs'
     Espero que gostem e que compreendam  a mensagem que eu quis passar.

Ps.: Agradeço a quem volta aqui todo dia para dar uma olhadinha no meu Blog.  Amo ♥
VAMOS AO POEMA...

In cativeiro

não sou livre
ainda sinto as chibatadas
pintando meu sangue
e a dor das correntes
rasgando meus pulsos

ainda ouço as blasfêmias
ditas a mim quando não sirvo direito

ainda dói meu peito
saber que me acham diferente
por causa da minha cor

ainda vejo olhares tortuosos na rua
porque meu batom vermelho
não combina com meu tom marrom

ainda me me machuca
saber que sou escrava
que nasci pra ser empregada
e que meu cabelo é duro

ainda dói,
dói muito

e por isso não sou livre.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Último capítulo de ''A escolha''


            No capítulo anterior: ‘’ Janet percebeu que Beyle havia acordado e começou a chorar. Ela gritava pedindo perdão, por nunca ter contado, enquanto Beyle só chorava. Beyle apertou o botão da sercretaria e quem apareceu foi o médico, que a abraçou assim que a viu. Beyle estava tão desorientada que nem se deu conta de que era seu amigo, e apenas pediu para que seus pais fossem embora. Queria ficar sozinha.’’

            No último capítulo:
            Beyle, depois de horas parou de chorar, e só depois percebeu que aquele era seu amigo, e pediu um abraço. O amigo a abraçou tão carinhosamente que ela sentiu vontade de beijá-lo, e beijou. O beijo foi tão intenso, que o amigo pediu-a em casamento. Beyle estava desnorteada, ainda nem conseguia compreender o motivo pelo qual estava alí, seus pais não eram seus pais, Ralph não estava alí e agora mais essa, o seu amigo a pedindo em casamento. Ela desmaiou.
             Ao acordar estava em casa, rodeada por flores, imaginou ser de Ralph, mas não era, era do seu amigo, e abraçou um buquê. Deitou, e as lágrimas começaram a vagar pelo seu rosto, e a porta do seu quarto se abriu, era seu pai. Magoada, ela não queria falar com ninguém, pediu para o pai sair, ele obedeceu. Quando tentou dormir novamente, a porta abriu, mas agora era Ralph, com um buquê de rosas em mãos. Sentou na cama e a abraçou.
            Beyle imaginou que o abraço era por conta de sua longa estadia no hospital, mas não era, Ralph chorava desesperadamente em seus braços, e entre soluços gritava que não a merecia. Beyle, cheia de problemas, ficou ainda mais confusa.
            Ralph tentou se acalmar, pois precisava contar a verdade, a sua verdade a Beyle, mas antes, terminou todo o romance. Imaginou que Beyle iria ficar chateada, mas não, ela também pensara o mesmo, pois não adiantava levar um romance em frente sem amor.
            Um pouco aliviado, mas chateado pela atitude de Beyle, Ralph pegou em sua mão e contou sua história. Quando tinha 17 anos, Ralph foi parar nas ruas, pois sua mãe adotiva o jogara lá, por motivos que até hoje ele desconhece. Sem ter oque fazer e comer, Ralph passou a roubar supermercados para sobreviver. E acabou conhecendo um homem que lhe estendeu a mão e o acolheu. O problema é que esse homem era um cafetão gay, que obrigava Ralph a fazer sexo com ele e com os clientes de seu bordel, tudo por dinheiro. Ralph foi tomando gosto pela coisa, e cobrava o dobro do que o cafetão pedia, e guardava sua outra metade ‘’roubada’’ e ainda o que o cafetão lhe pagava. E foi assim que ele conseguiu sua riqueza.
            Beyle ficou assustada, jamais podia imaginar que Ralph tivesse sofrido dessa forma, e ainda ter gostado. Não sabia o que pensar, só que Ralph não havia acabado ainda, ele afirmou que ainda está com o cafetão e que mantinha um caso com os dois, e que seu livro ‘’Amarguras’’ conta a sua história. Beyle desmaiou.
            Henrique estava preocupado, apesar de não amar Beyle, ele estava preocupado, pois sabia que Beyle o amava muito. Janet não se importava, queria que Beyle fosse embora, pois ela estava sendo ingrata. Foi até o quarto de Beyle, e percebeu que ela não estava lá. Em cima da sua cama tinha um bilhete escrito: ‘’OBRIGADA PELOS CUIDADOS, MAS A MINHA ESCOLHA É PELOS QUE ME AMAM. FUI SER FELIZ E NÃO VOLTO NUNCA MAIS. AINDA AMO VOCÊS.’’
            Janet não conseguia esconder a alegria, e foi correndo mostrar o bilhete a Henrique. Henrique se desesperou, começou a chorar, passou mal e desmaiou. A caminho do hospital, ele sonhou com Beyle, em uma casa branca cercada por flores, ao longe via a mão de uma criança estendida o chamando, ele segurou na mão e foi. Seus batimentos caíram e ele morreu.
            No enterro, Beyle não apareceu, Janet não apareceu, ninguém apareceu. Só estava presente o padre e meia dúzia de prostitutas. Morreu sem ninguém.
            Beyle não sentia remorso algum, depois de ficar horrorizada pela história de seu noivo que a traía descaradamente, ela aceitou o pedido de casamento de seu amigo. Os dois casaram e te viveram uma linda criança, que ela chamou de Raphaele.
            Passado dois anos, Beyle caminhava alegremente com sua filha e seu marido, e avistou uma mulher parecida com a mulher que se dizia sua mãe na rua, ao passar perto dela, a mulher lhe entregou um bilhete, ela abriu e estava escrito: ‘’ÓTIMA ESCOLHA QUERIDA, SER FELIZ DE VERDADE É O MELHOR CAMINHO’’.

            Fim...

Acompanhe o 1º capítulo aqui à 1º capítulo de ''A escolha''

Acompanhe o 2º capítulo aqui à 2º capítulo de ''A escolha''

Acompanhe o 3º capítulo aqui à 3º capítulo de ''A escolha''

terça-feira, 1 de abril de 2014

Penúltimo capítulo de ''A escolha''

             No capítulo anterior: ‘’ Ralph chegou no hospital com Beyle em seus braços, e os pais dela chegaram minutos depois, Henrique andando com dificuldade. O médico se aproximou, e levou a paciente para a sala de cirurgia, ao ver quem era, uma dor dilacerando seu peito o atingiu, e sem pensar, beijou os lábios de Beyle, e no mesmo instante, Ralph apareceu no vidro do quarto.’’

            No capítulo de hoje:

                Ralph não sabia o que sentir ao ver o beijo. Não sentiu ciúmes, não sentia horror, não sentia nada. A única coisa que Ralph queria era que Beyle acordasse e lhe explicasse o que estava acontecendo. Sem nenhuma ação, Ralph foi tomar um café bem forte, e sentindo apenas culpa por não está sentindo nada.
             O médico beijva a Beyle entre lágrimas, tinha medo de perdê-la. Pois a conhecera muito e havia se apaixonado entre todos os telefonemas que faziam as noites. Conhecera na faculdade, e tornaram-se amigos. Ele queria muito mais, mas ela já estava namorando Ralph, então aceitou apenas a amizade. Mas naquele momento não, ele estava com medo de perdê-la, de nunca poder confessar aquele amor guardado.
            Janet entrou no quarto desesperada, perguntando se Beyle precisaria de transfusão de sangue, que se ela precisasse ela iria morrer, pois ela não podia fazer isso por ter problemas em suas plaquetas. O médico a interrompeu, e se apresentou como amigo de Beyle. Janet ficou intrigada, pois acreditava que a filha não tinha amigos, pois só vivia do trabalho pra casa.
            Henrique, mesmo cambaleando foi até o quarto de Beyle, e encontrou Ralph no caminho, que avisou que iria dar um pulo em casa, mas que já retornava. Ralph estava desorientado e correu para casa de um amigo. Ele tentou explicar que não estava sentindo nada por Beyle, e foi aconselhado a terminar tudo e falar a verdade a ela. Ela não merecia ser enganada daquela forma. Ele concordou e tentou reunir coragem.
            Henrique entrou no quarto e Janet já se alterou, e pediu ao médico para ficar a sós com o marido e a filha, que até então não havia acordado.
            O médico saiu, e Janet começou a xingar Henrique. Ele pedia silêncio, pois estava em um hospital e a acusou pelo estado de Beyle.
            Janet, cheia de raiva, começou a batê-lo, nisso Henrique fingiu está tendo uma dor no coração e sentou na cadeira mais próxima. Janet não se intimidou, partiu pra cima dele novamente pedindo explicações. A briga foi tão grande, que eles nem se deram conta de que Beyle havia acordado. No entanto, ela acordou com muita dor, e preferiu fingir que estava dormindo.
            Janet culpou Henrique, que culpou Janet, que enfim cansaram. Henrique explicou que havia se ferido na guerra e resolveu voltar pra casa, pois seu tempo de vida estava pequeno, por conta do câncer que havia adquirido em suas relações com prostitutas. Ele contou a Janet que voltou para contar a verdade a Beyle, pois queria morrer em paz.
            Beyle sentiu uma dor enorme ao ouvir que seu pai estava morrendo, ela o amava muito e não queria que as coisas tivessem acontecido dessa forma, percebeu que talvez por isso ele a tratava tão mal, apesar de não fazer nenhum sentido.
            Quando decidiu levantar, ouviu Janet dizer que ela nunca iria saber que eles não eram seus pais. Sentiu como se uma faca atravessasse seu peito, e chorou, pedia para nunca ter escutado aquilo.
            Janet percebeu que Beyle havia acordado e começou a chorar. Ela gritava pedindo perdão, por nunca ter contado, enquanto Beyle só chorava. Beyle apertou o botão da sercretaria e quem apareceu foi o médico, que a abraçou assim que a viu. Beyle estava tão desorientada que nem se deu conta de que era seu amigo, e apenas pediu para que seus pais fossem embora. Queria ficar sozinha.

O QUE BEYLE VAI FAZER? SERÁ QUE VAI TER PERDÃO? E QUE SEGREDO DE RALPH É ESSE?

Descubra o desenrolar de ‘’A escolha’’ no próximo capítulo.

Beijos.

Acompanhe o 1º capítulo aqui à 1º capítulo ''A escolha''

Acompanhe o 2º capítulo aqui à 2º capítulo de ''A escolha''