No capítulo
anterior: ‘’ Janet
percebeu que Beyle havia acordado e começou a chorar. Ela gritava pedindo
perdão, por nunca ter contado, enquanto Beyle só chorava. Beyle apertou o botão
da sercretaria e quem apareceu foi o médico, que a abraçou assim que a viu.
Beyle estava tão desorientada que nem se deu conta de que era seu amigo, e
apenas pediu para que seus pais fossem embora. Queria ficar sozinha.’’
No último capítulo:
Beyle, depois de horas parou de
chorar, e só depois percebeu que aquele era seu amigo, e pediu um abraço. O
amigo a abraçou tão carinhosamente que ela sentiu vontade de beijá-lo, e
beijou. O beijo foi tão intenso, que o amigo pediu-a em casamento. Beyle estava
desnorteada, ainda nem conseguia compreender o motivo pelo qual estava alí,
seus pais não eram seus pais, Ralph não estava alí e agora mais essa, o seu
amigo a pedindo em casamento. Ela desmaiou.
Ao acordar estava em casa, rodeada por flores,
imaginou ser de Ralph, mas não era, era do seu amigo, e abraçou um buquê.
Deitou, e as lágrimas começaram a vagar pelo seu rosto, e a porta do seu quarto
se abriu, era seu pai. Magoada, ela não queria falar com ninguém, pediu para o
pai sair, ele obedeceu. Quando tentou dormir novamente, a porta abriu, mas
agora era Ralph, com um buquê de rosas em mãos. Sentou na cama e a abraçou.
Beyle imaginou que o abraço era por conta
de sua longa estadia no hospital, mas não era, Ralph chorava desesperadamente
em seus braços, e entre soluços gritava que não a merecia. Beyle, cheia de
problemas, ficou ainda mais confusa.
Ralph tentou se acalmar, pois
precisava contar a verdade, a sua verdade a Beyle, mas antes, terminou todo o
romance. Imaginou que Beyle iria ficar chateada, mas não, ela também pensara o
mesmo, pois não adiantava levar um romance em frente sem amor.
Um pouco aliviado, mas chateado pela
atitude de Beyle, Ralph pegou em sua mão e contou sua história. Quando tinha 17
anos, Ralph foi parar nas ruas, pois sua mãe adotiva o jogara lá, por motivos
que até hoje ele desconhece. Sem ter oque fazer e comer, Ralph passou a roubar
supermercados para sobreviver. E acabou conhecendo um homem que lhe estendeu a
mão e o acolheu. O problema é que esse homem era um cafetão gay, que obrigava
Ralph a fazer sexo com ele e com os clientes de seu bordel, tudo por dinheiro.
Ralph foi tomando gosto pela coisa, e cobrava o dobro do que o cafetão pedia, e
guardava sua outra metade ‘’roubada’’ e ainda o que o cafetão lhe pagava. E foi
assim que ele conseguiu sua riqueza.
Beyle ficou assustada, jamais podia
imaginar que Ralph tivesse sofrido dessa forma, e ainda ter gostado. Não sabia
o que pensar, só que Ralph não havia acabado ainda, ele afirmou que ainda está
com o cafetão e que mantinha um caso com os dois, e que seu livro ‘’Amarguras’’
conta a sua história. Beyle desmaiou.
Henrique estava preocupado, apesar
de não amar Beyle, ele estava preocupado, pois sabia que Beyle o amava muito.
Janet não se importava, queria que Beyle fosse embora, pois ela estava sendo ingrata.
Foi até o quarto de Beyle, e percebeu que ela não estava lá. Em cima da sua
cama tinha um bilhete escrito: ‘’OBRIGADA PELOS CUIDADOS, MAS A MINHA ESCOLHA É
PELOS QUE ME AMAM. FUI SER FELIZ E NÃO VOLTO NUNCA MAIS. AINDA AMO VOCÊS.’’
Janet não conseguia esconder a
alegria, e foi correndo mostrar o bilhete a Henrique. Henrique se desesperou,
começou a chorar, passou mal e desmaiou. A caminho do hospital, ele sonhou com
Beyle, em uma casa branca cercada por flores, ao longe via a mão de uma criança
estendida o chamando, ele segurou na mão e foi. Seus batimentos caíram e ele
morreu.
No enterro, Beyle não apareceu,
Janet não apareceu, ninguém apareceu. Só estava presente o padre e meia dúzia
de prostitutas. Morreu sem ninguém.
Beyle não sentia remorso algum,
depois de ficar horrorizada pela história de seu noivo que a traía
descaradamente, ela aceitou o pedido de casamento de seu amigo. Os dois casaram
e te viveram uma linda criança, que ela chamou de Raphaele.
Passado dois anos, Beyle caminhava
alegremente com sua filha e seu marido, e avistou uma mulher parecida com a
mulher que se dizia sua mãe na rua, ao passar perto dela, a mulher lhe entregou
um bilhete, ela abriu e estava escrito: ‘’ÓTIMA ESCOLHA QUERIDA, SER FELIZ DE
VERDADE É O MELHOR CAMINHO’’.
Fim...